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22/03/2019 | Notícias
Luta do SIMECAT salva empregos na Mitsubishi

Na manhã desta sexta-feira (22), chegou ao fim o impasse em relação às demissões constantes na Mitsubishi. Os trabalhadores da montadora aprovaram, em assembleia, um acordo para suspensão das demissões com redução de jornada e salários. A medida foi a alternativa mais viável construída pelo sindicato, os trabalhadores e a empresa.

Desde o fim da estabilidade garantida pelo acordo coletivo de trabalho, em janeiro, a empresa realizou, até o momento, aproximadamente 130 desligamentos na fábrica. Além disso, havia a necessidade de demitir mais 200 trabalhadores. O SIMECAT sempre se posicionou contra as demissões e foi em busca de alternativas para cessar a prática na empresa.

O acordo aprovado prevê redução mensal de 10% para três dias não trabalhados no mês; 6% para dois dias não trabalhados e 2% para um dia não trabalhado. O acordo garante ainda estabilidade no emprego. O acordo vale por 90 dias, podendo ser prorrogado por mais 90, caso seja necessário.

Para o Sindicato dos Metalúrgicos de Catalão (SIMECAT), o primordial no momento é preservar os empregos. “Esse foi o acordo mais difícil para o Sindicato, porque pela primeira vez tivemos que aprovar, junto com os trabalhadores, uma redução salarial”, explica o presidente Carlos Albino. “Qualquer tanto que tira do trabalhador faz falta, mas uma análise coletiva da situação nos fez lutar pela manutenção dos empregos em contrapartida com a redução de jornada e salário”, lembra. Os descontos serão feitos apenas se houver parada na fábrica.

Mesmo sem a empresa confirmar os motivos para tantas demissões, o Sindicato acredita que tenha relação com a redução dos incentivos fiscais instituída pelo Governo do Estado. Segundo informações, os custos com os novos impostos são de aproximadamente 7 milhões mensais. O valor se aproxima com a folha de pagamento da montadora, que gira em torno de 9 milhões de reais mensais. A queda nas vendas dos veículos da marca também é um agravante.

Mobilização

No último dia 12, os metalúrgicos se mobilizaram na porta da fábrica para exigir diálogo e negociação com a Mitsubishi. Já no dia 20, uma primeira proposta foi colocada em apreciação e reprovada pelos trabalhadores, pois o percentual para desconto era bastante alto. Após a perseverança e resistência dos metalúrgicos e do Sindicato, houve avanço positivo na proposta.  

Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência

Durante a assembleia de hoje, os trabalhadores também se manifestaram contra a reforma da Previdência proposta pelo Governo Bolsonaro. A PEC 6/19 prevê que homens e mulheres contribuam por 40 anos e tenham no mínimo 65 anos e 62 anos, respectivamente, para conseguir o benefício integral. Portanto, dificulta o acesso à aposentadoria. Muitos outros pontos da reforma também são extremamente prejudiciais para os trabalhadores e os mais pobres.  Atos estão ocorrendo em todo o País para conscientizar a população sobre os perigos da Reforma.

 

Juliana Barbosa – Assessoria de Imprensa SIMECAT



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